No módulo 2A do HIP G.I.N. o nosso foco foi a cirurgia primária, nomeadamente a cirurgia protésica, um procedimento praticamente infalível e que tem vindo a ser aperfeiçoado minuciosamente na última década, permitindo um vasto leque de possibilidades ao longo da intervenção.
O Dr. Edwin Pantáleon começou por abordar o tópico das hastes cervicais conservadoras e refletir sobre as vantagens e possibilidades das técnicas mini-invasivas. Partiu ainda para a indagação sobre se este recurso poderá conservar uma maior fração do osso em doentes jovens e se, efetivamente, existirá limites no que diz respeito à recomendação de idade.
Seguiu-se o contributo de Dr. Renato Pereira, que nos forneceu a “fórmula” para executar em segurança uma artroplastia bilateral, eliminando a necessidade de recorrer a duas anestesias, duas operações, duas recuperações e convalescenças.
E à luz do estado de arte, questionámo-nos se fará sentido recomendar a um jovem adulto artrósico que aguente até à fase em que a dor se torna intolerável. O Dr. Fernando Leal conduziu-nos para uma resposta sólida, que nos clarificou se esse paradigma continua atualizado ou se a tecnologia já permitiu um avanço no alívio da sintomatologia desse quadro clínico em específico.
Continuando a reflexão no âmbito da tecnologia, propusemos ainda ponderar sobre duas questões, através da apresentação do Dr. Eduardo Machado: “Será possível reavivar o ressurfacing da anca?” e “Como se ombreia esta técnica face às modernas artroplastias, no contexto de um desportista exigente que necessite de uma anca prostética?”.

